Símbolos e Padrões em Permacultura

Uma das aulas mais espetaculares do PDC do Ecocentro Ipec com André Soares é sobre a importância dos padrões naturais. Na natureza encontramos muitos padrões e símbolos que nos revelam certos aspectos da realidade. Desde minúsculas partículas até o grande cosmos, aspectos que definem quaisquer meios de conhecimento. Observar os padrões e símbolos é uma maneira desafiadora de ver as coisas em mundo em sob constante mudança.

Muitos padrões e símbolos são sagrados. A lua, as tríades, as espirais e os lírios são símbolos sagrados, herdados de tempos antigos. Freqüentes imagens de serpentes, pombas e o machado duplo foram encontrados em desenhos e esculturas nas cavernas.

Padrões foram a ciência de muitas sociedades indígenas tribais. Os povos tradicionais acreditam que os símbolos ajudam os seres humanos a se libertar para completarem seus propósitos nessa vida. Padrões e símbolos tribais são ensinados através dos tempos pelo seu uso na realidade diária. Esculpindo na madeira e na pedra, pintando e tatuando o corpo, na esperança de que o poder atribuído a estes símbolos ofereça proteção.

Padrões tornam as coisas reconhecíveis, previsíveis e bonitas. Alguns padrões interessantes encontrados na natureza incluem o tecelado da terra seca, o dendrítico nos rios e nas árvores, o lobular dos fetos e sementes ou os espirala- dos das galáxias, sem esquecer dos círculos em tudo.

Observando Padrões

Quando estabelecemos um jardim podemos imitar alguns padrões da natureza. O uso de padrões em um jardim é apenas uma ajuda visual. Um bom desenho pode reduzir a necessidade de manutenção e aumentar o espaço útil.

Você verá que usamos espirais no plantio de ervas, celebramos o círculo em jardins mandala e seguimos as curvas da Terra para facilitar o caminho da água. Estes são alguns exemplos, e você encontrará muitos mais.

Os limites e as margens nos padrões da natureza são encontrados na transição entre ambientes. No desenho também criamos muitas bordas para benefício da diversidade oferecida pela natureza. Estas áreas transição, conhecidas como ecótonos, são sistemas mais complexos, potencialmente ricos para o planejamento, que combinam elementos de dois ecosistemas. Isto pode ser observado na margem de um rio, onde os peixes são abundantes e diversos. Ou mesmo entre a floresta e o rio, habitada por muitas espécies. A diversidade nas bordas é maior do que em qualquer um dos lados, pois temos espécies presentes de ambos, além das que vivem exclusivamente neste espaço.

A espiral tem sido o símbolo da deusa ambígua por séculos. Simboliza o poder feminino de regeneração e renascimento. O movimento de entrar e sair, a sabedoria e a realização que existe entre a consciente e o inconsciente feminino. Ariadne, deusa de Creta que teve premonição de uma aranha, e desenrolou um fio ao entrar no labirinto, marcando o caminho para o feminino. A deusa morre anualmente para trazer nova fertilidade na primavera, uma espiral continua de nascimento, morte, e regeneração.

 

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